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Missão da Aimmap ao mercado chinês

2008-06-01
Um grupo de empresários do sector dos materiais de construção, associados da Aimmap, visitou a China entre os dias 24 e 31 de Maio. A Market Access foi a empresa seleccionada para organizar e acompanhar esta missão.

Notícias difundidas pela Agência Lusa sobre a missão. Pequim, China 01/06/2008 10:00 (LUSA) 


Construção: Industriais portugueses em aposta no mercado chinês Pequim, 01 Jun 

(Lusa) - Os industriais portugueses de materiais de construção querem aproveitar a explosão da construção civil na China para passar a exportar para o país, disse hoje o presidente da associação portuguesa do sector, António Frade. Plásticos, sanitários, madeiras, rochas ornamentais, cerâmicas são alguns dos produtos portugueses que a AIMMAP (Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal), pretende colocar no mercado chinês até ao final do ano, disse à agência Lusa o presidente da associação, António Frade Saraiva, que coordena uma missão comercial de seis empresas à China. "Viemos conhecer a realidade chinesa porque não podemos partir para uma guerra comercial sem nos prepararmos com um mínimo de condições", afirmou António Frade Saraiva. 

Os preços, a concorrência e os potenciais clientes do sector chinês da construção vão estar na mira das empresas portuguesas que participam nesta missão empresarial de sete dias. "A China é um mercado cheio de ameaças para os países mais periféricos como Portugal, mas é também um mundo de oportunidades muito atractivo que pode ser a alternativa certa para a diversificação do nosso mercado", assegurou o Presidente da AIMMAP. A explosão da construção é uma realidade que a AIMMAP pretende aproveitar, uma vez que "esta expansão não existe na Europa, onde o mercado está mais estagnado. Aqui na China, as oportunidades e os rácios de crescimento são muito apelativos", explica o representante da AIMMAP. Segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Construção Chinês, relativos a 2006, o sector da construção na China cresce 22,5 por cento ao ano e em 2005 as empresas de construção facturaram mais de 3455,2 mil milhões de renminbi (317,5 mil milhões de euros). 

Os industriais portugueses visitaram Pequim e seguiram depois para Xangai, centro económico e financeiro da China, para realizar uma prospecção de mercado nas duas cidades mais importantes do país com um ritmo acelerado na construção de infraestruturas. De acordo com o jornal estatal China Daily, desde 2001 que Pequim investiu cerca de 41 mil milhões de dólares (3,80 mil milhões de euros) na transformação urbana da capital, com uma fatia considerável aplicada na expansão das infra-estruturas. Em apenas dois anos, em 2007 e até ao final de 2008, os escritórios, as áreas comerciais e residenciais vão registar um crescimento de 52, 89 e 58 por cento, respectivamente, segundo o jornal. Dados da indústria prevêem que o negócio da construção cresca entre 23 e 25 por cento nos próximos dois anos. A certificação de qualidade e o design moderno são os factores de diferenciação dos materiais de construção lusos que lhes podem garantir uma presença competitiva no mercado e cativar os clientes chineses, disse o presidente da AIMMAP. "Somos fabricantes certificados, com produtos que passaram pelo crivo da qualidade", disse António Frade Saraiva, afirmando que os produtos portugueses "têm um design moderno que se pode transfigurar para satisfazer as exigências do novo cliente". 

 Segundo o Presidente da associação, a complementaridade dos produtos de construção e a flexibilidade característica das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, são vantagens na hora de preparar uma oferta integrada e ajustar o preço dos produtos de forma a concorrer com os preços chineses. Eduardo Franco, director-geral da Plimat (plásticos industriais), queixou-se no entanto que "as nossas condições de partida para competir na China não são favoráveis" às empresas portuguesas do sector. "Os custos energéticos e de transporte de mercadorias em Portugal, que são dos mais altos da Europa e encarecem os produtos portugueses" relativamente à concorrência, nomeadamente a alemã e a francesa, considerou. 

VZP 

Lusa/Fim

China: Industriais portugueses da construção estão de olho no mercado chinês Pequim, 27 Mai

(Lusa) – Industriais portugueses do sector da construção encontram-se em plena missão empresarial à China, onde procuram oportunidades de negócio, para darem um salto qualitativo na sua internacionalização, beneficiando do boom de construção no gigante asiático. Plásticos, sanitários, madeiras, rochas ornamentais, cerâmicas…são estes os produtos portugueses que a AIMMAP, Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, pretende colocar no mercado chinês até final deste ano. “Viemos conhecer a realidade chinesa porque não podemos partir para uma guerra comercial sem nos prepararmos com um mínimo de condições”, afirmou à Agência Lusa António Frade Saraiva, Presidente da AIMMAP, a associação representativa do sector. 

 Os preços, a concorrência e os potenciais clientes do campo da construção chinesa vão estar na mira das 6 empresas portuguesas que participam nesta missão empresarial de sete dias. “A China é um mercado cheio de ameaças para os países mais periféricos como Portugal, mas é também um mundo de oportunidades muito atractivo que pode ser a alternativa certa para a diversificação do nosso mercado”, assegurou o Presidente da AIMMAP. Segundo Saraiva, embora “os preços, as quantidades produzidas, as práticas negociais e o modelo económico-social” possam desencorajar a entrada no mercado chinês, “as taxas de crescimento de dois dígitos, o enorme mercado de consumo e uma classe média com poder de compra crescente” são factores que incentivam a investida no gigante asiático. 

 O boom da construção é uma realidade que a AIMMAP pretende aproveitar, uma vez que “esta expansão não existe na Europa, onde o mercado está mais estagnado. Aqui na China, as oportunidades e os rácios de crescimento são muito apelativos”, explica o representante da AIMMAP. Segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Construção Chinês em 2006, o sector da construção na China cresce 22,5 por cento ao ano e em 2005 as empresas de construção facturaram mais de 3455,2 mil milhões de renminbi (317,5 mil milhões de euros). 

Os industriais portugueses estão em Pequim, capital chinesa, e vão parar em Xangai, centro económico-financeiro da China, para a prospecção de mercado nas duas cidades mais importantes do país com um ritmo acelerado na construção de infraestruturas. De acordo com o jornal estatal China Daily, só em Pequim, desde que a cidade ganhou a organização dos Jogos Olímpicos (JO) em 2001, foram investidos cerca de 41 mil milhões de dólares (cerca de 3,80 mil milhões de euros) na transformação urbana da capital, com uma fatia considerável aplicada na expansão das infra-estruturas. 

A missão portuguesa da AIMMAP coincidiu com os JO por casualidade, mas os industriais reconhecem que também pretendem beneficiar do ‘motor olímpico’. Segundo profissionais chineses do sector citados pelo China Daily, mesmo depois dos Jogos, a expansão dos transportes, o crescimento económico continuado e o aumento populacional vão ter um impacto determinante no desenvolvimento das infra-estruturas na capital chinesa e nas suas áreas envolventes. Refere o jornal chinês que em apenas dois anos, em 2007 e até ao final de 2008, os escritórios, as áreas comerciais e residenciais vão registar um crescimento de 52, 89 e 58 por cento, respectivamente. Considerando o embalo do JO e a Exposição Mundial em Xangai, em 2010, dados não oficiais prevêem que o negócio da construção vai crescer entre 23 e 25 por cento nos próximos dois anos. 

A certificação de qualidade e o design moderno são os factores de diferenciação dos materiais de construção lusos que lhes podem garantir uma presença competitiva no mercado e cativar os clientes chineses. “Somos fabricantes certificados, com produtos que passaram pelo crivo da qualidade, o que neste contexto ainda é um factor de aprendizagem e em desenvolvimento”, observa Saraiva, “e os nossos produtos têm um design moderno que se pode transfigurar para satisfazer as exigências do novo cliente”. Segundo o Presidente da associação, a complementaridade dos produtos de construção e a flexibilidade característica das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, são vantagens na hora de preparar uma oferta integrada e ajustar o preço dos produtos de forma a concorrer com os preços chineses. “Percebemos que a união faz realmente a força. Individualmente podemos ser empresas modestas, mas temos uma consciência de sector que aproveita a complementaridade na fileira dos materiais de construção e o foco das diferentes indústrias no mesmo tipo de cliente para integrar valor na oferta”, adiantou o Presidente. 

Relativamente ao apoio do governo a este tipo de estratégia empresarial, Saraiva referiu que Portugal está numa “terapia dolorosa” para sair de um défice excessivo e introduzir reformas no país, pelo que “não podemos exigir do governo o que ele tem pouca capacidade para nos dar”. Mas os industriais da associação apontam que os custos energéticos, os portes de transporte e a burocracia dificultam às PME portuguesas competirem com as empresas europeias e chinesas a nível de preços dos produtos. “As nossas condições de partida para competir na China não são favoráveis”, apontou Eduardo Franco, director-geral da Plimat (plásticos industriais). 

 “Os custos energéticos e de transporte de mercadorias em Portugal, que são dos mais altos da Europa, encarecem os produtos portugueses” relativamente à concorrência, nomeadamente a alemã e a francesa, adiantou. José Coelho da Silva, presidente da CS (telhas e acessórios), observou que “o preço é a nossa principal dificuldade. A China é um grande pedaço de mercado que está do outro lado do mundo, com o que isso acarreta em termos de transporte dos produtos”, o que dificulta a oferta do melhor produto ao preço mais barato. O Presidente da AIMMAP admitiu que, embora os industriais gostassem de ver medidas mais sérias de incentivo às empresas portuguesas, “a internacionalização é um ‘must’ com ou sem ajuda do governo, pelo que temos que ser nós a criar essas condições”. “Vamos esperar para ver se se consolidam as boas expectativas, mas penso que existem condições de virmos para a China no espaço de seis meses a um ano”, concluiu o Presidente. 

VZP 

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